08 junho, 2011

Uvas Malbec, Merlot e Carménère


Uva Malbec

Uva Merlot

Uva Carménère

Malbec, uva Francesa e principal variedade da região de Cahors, também presente em Bordeaux, encontrou condições excelentes na Argentina, onde produz vinhos frutados, muito macios, de bom corpo, cor escura e tânicos, para ser consumido ainda jovem, também muito usado em bordeaux para fazer corte.

Merlot é uma casta de uva tinta, fruto da Vitis vinifera. É uma das responsáveis pelas características dos vinhos tintos de Saint Emillion, região de Bordeaux, França, sendo utilizada para a elaboração de vinho tinto para ser consumido jovem.

Carménère é uma casta de uva, originalmente da região do Médoc (França), onde era usada para a produção de vinhos tintos intensos e ocasionalmente para mistura de modo semelhante à casta Petit Verdot. Os cachos dessa cepa possuem frutos que variam entre os tamanhos pequeno e médio e cores que tendem ao preto azulado. Na Europa, as videiras desta variedade foram dizimadas por uma praga e substituídas por outras castas mais resistentes. Atualmente, é exclusiva do Chile.

A casta Carménère foi uma das mais amplamente cultivadas em inícios do século XIX no Médoc e Graves. Na década de 1860 as videiras européias desta variedade foram dizimadas pela filoxera, um insecto diminuto que afecta as folhas e a raiz sugando a seiva das plantas, e substituídas por outras castas menos sensíveis, como a Merlot.

Julgada extinta, foi redescoberta em 1994 no Chile por um ampelógrafo francês, chamado Jean-Michel Boursiquot, que notou que algumas cepas de Merlot demoravam a maturar. Os resultados de estudos realizados concluíram que se tratava na realidade da antiga variedade de Bordeaux Carménère, cultivada inadvertidamente, misturada com pés de Merlot. Levada por engano aos vales vinícolas chilenos, a Carménère se adaptou ao clima agradável e aos solos férteis obtendo êxito ao ponto de ser considerada uma das uvas mais importantes do Chile por sua qualidade e sabor excepcional. É no Vale do Colchagua onde está seu maior cultivo, que se mantém restrito ao Chile devido à fragilidade da cepa, que sobrevive graças ao bom clima e solo, mas sobretudo, ao isolamento físico e geográfico criado por barreiras naturais como o Oceano Pacífico, o Deserto de Atacama, a Cordilheira dos Andes e as águas frias do provenientes do Polo Sul, que protegem essa região de pragas.

05 junho, 2011

Escolhendo um Vinho


Examine a garrafa, o nível do líquido e as condições da rolha. Se sob a luz amarelão vinho branco estiver muito amarelado, e o tinto muito acastanhado, revela oxidação (características alteradas pelo contato do líquido com o ar) dos líquidos.

Guarde a garrafa em lugar escuro, arejado e de temperatura estável, ou uma adega. Ponha a garrafa deitada para evitar o ressecamento da rolha.

Guardar os brancos na parte inferior e os tintos na parte superior, posto que resistem melhor as temperaturas mais altas.

Compre apenas uma garrafa do vinho que ainda não conhece, se aprová-lo, compre mais.

Para reduzir a chance de comprar vinho oxidado, escolha locais com boa rotatividade de estoque. Prefira o setor de bebidas de grandes supermercados, lojas especializadas ou importadoras, mas para preços mais acessíveis e qualidade garantida, procure as vinículas.

Não se impressione com preços e rótulos: para os brasileiros atente para a palavra reserva, os franceses têm a sigla AOC (appellation d origine controlée), nos italianos DOC / DOCG (denominazione di origine controllata / e garantita). Não compre vinhos de mesa franceses, pois são ruins.

Harmonize a bebida com a comida: pratos delicados pedem vinhos leves / frutados, molhos elaborados, vinhos mais encorpados. Comidas agridoces, vinhos menos secos, frutos do mar, espumantes secos.

Nos contra-rótulos das garrafas há sugestão de pratos e características dos vinhos.

Alguns tipos de harmonizações: comida italiana com vinhos Chianti, parrillada argentina para tinto Malbec, queijos salgados (roquefort, gorgonzola) para vinhos doces tipo Late Harvest, Ementhal com Sauvingnon blanc, para os portugueses, bacalhau.

A condição de um vinho pode ser, muitas vezes, avaliada pela garrafa, sem nem mesmo precisar abri-la.

Pela cor: coloque o gargalo contra uma fonte luminosa (luz natural, lâmpada de filamento ou chama de vela).

Para os tintos:
Tons violáceos = vinho robusto e jovem
Vermelho intenso = vinhos jovem, leve
Reflexos alaranjados = vinho maduro, pronto para beber
Tijolo ou marrom escuro = vinho prejudicado

Para os brancos (em garrafas brancas):

Verde água = jovem, refrescante, leve
Verde = refrescante
Amarelo esverdeado = frutado, envelhecido em madeira
Cor dourada = doce, rico (se for um Sauternes) ou oxidado (se for um branco seco)
Marrom = oxidado, prejudicado

Nível baixo
Também indica anormalidade. Ao comprar vinhos avulsos, escolha os com maior nível de líquido

Rolhas dilatadas ou soltas

Comprima ligeiramente o polegar sobre a cápsula que protege a rolha. Se a rolha estiver dilatada, o vinho foi guardado em local muito quente e pode ter envelhecido antes do tempo. Se a rolha estiver solta, o vinho provavelmente está oxidado.

27 julho, 2008

Uvas tintas viníferas




Cabernet Sauvignon – é a rainha das uvas tintas. Na região de Bordeaux é mesclada com Cabernet Franc, Merlot e Petit Verdot. Em outras regiões é usado puro na confecção de vinhos finos.

Merlot - usada principalmente para corte nos grandes vinhos de Bordeaux, ela também faz carreira solo. Em St.-Émilion e Pomerol produz vinhos notáveis, sendo o mais famoso o Château Petrus, feito quase exclusivamente com Merlot.

Pinot Noir – é considerada a grande uva da Borgonha, atingem a maturidade em 8 a 10 anos.

Syrah (Shiraz) - Uva tinta que envelhece até por meio século, É encontrada tanto nos vinhos das regiões de Hermitage e Côte-Rôtie e Crozes-Hermitage, na França (Syrah), como na produção do Penfolds Grange, na Austrália. No sul da França é usada nos cortes do Châteauneuf-du-Pape e do Languedoc-Roussillon.

Grenache – no sul da França, região do Rhône, é a principal uva que entra na composição do Châteauneuf-du-Pape e dos Côtes du Rhône. Sozinha, é responsável pelos rosés de Tavel e Lirac, também usada no vinho de sobremesa tinto Banyuls. Na Espanha é conhecida como Garnacha Tinta, especialmente cultivada em Rioja e Priorato. Existe tamvém a Grenache Blanc, conhecida na Espanha como Garnacha Blanca, que é engarrafada no Sul do Rhône.

Nebbiolo - é nativa do Piemonte, noroeste da Itália onde é conhecida como Spanna, Inferno e Grumello, responsável pelos seus mais finos e longevos vinhos piemonteses como o Barolo e o Barbaresco.

Sangiovese – é cultivada em quase toda a região central da Itália, especialmente na Toscana, onde é a única uva que entra na produção do Brunello de Montalcino, além de ser a base dos Chianti e Vino Nobile di Montepulciano, em mistura com outras uvas, tais como a Canaiolo e a Mamolo. A Sangiovese, associada com a Cabernet Sauvignon, é responsável pela grande maioria dos chmados vinhos supertoscanos.

Aglianico - Essa uva é importante para a produção dos vinhos Italianos das regiões da Campania e da Basilicata.

Baga - é a principal uva da região portuguesa da Bairrada, com características de produzir vinhos bastante adstringentes, mas também vinhos refinados e ricos em aroma e sabor.

Barbera - é considerada como a mais popular das uvas da região do Piemonte, situado ao noroeste da Itália e ao lado da Sangiovese, a variedade mais cultivada do país.

Bonarda - também chamada de Bonarda Piemontese, pode produzir vinhos leves, frutados que devem ser bebidos ainda jovens.

Carignan - chamada também de Cariñena ou Mazuelo, é originária do norte da Espanha, sendo uma das espécies mais cultivadas na França. Geralmente misturada com a Grenache e a Cinsault, produz vinhos comuns, de mesa, com coloração escura e com forte teor alcoólico.

Carmenère – originária da região de Bordeaux, hoje é uma uva praticamente cultivada apenas no Chile onde produz vinhos de excelente qualidade.

Cinsault - conhecida como Espagne, Hermitage ou Málaga, esta variedade é encontrada principalmente na região de Languedoc-Roussilon, na França, sendo associada à Grenache e à Carignan. Na região do Rhone, a mesma uva produz vinhos concentrados e aromáticos. No Líbano, é responsável pela produção do famosoo Château Musar.

Dolcetto - A dolcetto é uma variedade originária da Itália, região do Piemonte, é envelhecida em barris de carvalho, resultando em vinhos ricos e complexos.

Gamay - produz vinhos frutados de boa qualidade. É utilizada para a produção do famoso Beaujolais, um vinho muito leve, produzido na região da Borgonha, e que deve ser bebido bem jovem. Os rótulos mais conhecidos são de Beaujolais Noveau, este lançados todo mês novembro, mas há também os rótulos de maior qualidade, com boa capacidade de envelhecimento, chamados de Cru Beaujolais.

Lambrusco - é uma uva tinta cultivada em toda a Itália, especialmente na região da Emilia-Romagna. Há mais de sessenta sub-variedades conhecidas. Apesar de também produzir bons vinhos de denominação de origem, é mais conhecida no Brasil pelos vinhos frisantes, semi-doces e de baixo teor alcoólico, que devem ser bebidos jovens.

Malbec - originária da região de Bordeaux, onde é muito tânica, usada somente misturada a outras cepas, esta uva se tornou a grande especialidade da Argentina, onde é menos tânica e usada sozinha na produção de vinhos de excelente qualidade.
Montepulciano – é cultivada por toda Itália, com maior destaque na região central, é caracterizada por produzir vinhos mais rústicos e é muito usada associada à variedade Sangiovese. Não deve ser confundida com a cidade da região da Toscana de mesmo nome, que produz o famoso Vino Nobil di Montepulciano, que, aliás, é feito com a Sangiovese.

Mourvèdre - conhecida como Monastrell ou Mataro, é uma variedade típica do Sul da França, muito cultivada na Espanha. Geralmente é misturada com o Shyrah, Grenache e Cinsault. Ajuda a dar cor e estrutura ao vinho. Bastante utilizada nos vinhos da Provence, França e da Rioja e Penedès, Espanha.

Nero d'Avola - Cepa típica da região de Sícilia, no Sul da Itália.

Periquita - conhecida também como Castelão Português ou Castelão Francês, é uma variedade plantada no sul de Portugal.

Petit Verdot - variedade típica da região de Bordeaux, na França.

Pinotage - uva criada na África do Sul, surgiu em 1920 do cruzamento entre a Pinot Noir e a Cinsaut.

Tannat - conhecida como Mandiran, essa variedade é uma especialidade da França e do Uruguai.

Tempranillo - conhecida como Tinto Fino, Cencibel e Roriz Aragonês, é considerada a mais importante uva de qualidade da Espanha, sendo cultivada nas regiões de Rioja e Ribeira del Duero. É geralmente misturada a Garnache e Mazuelo na produção dos vinhos.

Touriga Nacional - uva autócne superior, presente em vinhos portugueses, usada na receita do vinho do Porto, mas também é uma uva que produz bons varietais.
Touriga Francesa - mais leve que a Touriga Nacional, também é parte da composição do vinho do Porto.

Zinfandel - variedade característica dos vinhos norte-americanos, apesar de originalmente ser produzida no sul da Itália, onde recebe o nome de Primitivo.



Fonte: La Piave FAINORS Federação Vêneta

Uvas brancas viníferas



Chardonnay – a rainha das uvas brancas, na Borgonha, a sua terra natal, produz os mais finos vinhos brancos do mundo, como o Montrachet, o Mersault, o Poully-Fuissé, e também o Chablis. Na Champagne, é a Chardonnay a base do famoso espumante que leva o nome da região, feito na maior parte das vezes com corte das uvas Pinot Noir e Pinot Meunier.

Sauvignon Blanc – parece ter as suas origens em Bordeaux. Combinada com outras uvas está presente nos brancos em toda a região de Bordeaux, em Pessac-Léognan, Graves e Médoc; aparece também nos Sauternes.

Riesling – conhecida também como Riesling Renana, está sujeita ao ataque do fungo Botrytis cinerea que produz a "podridão nobre", ela pode resultar em vinhos ricos e doces. Os vinhos feitos com ela também têm o potencial de envelhecimento longo.

Chenin Blanc - é nativa de Pineau de la Loire, na África do Sul é conhecida como Steen.

Gewürztraminer - A melhor Gewürztraminer é a produzida na Alsácia, França, seguida da região de Pfalz, na Alemanha.

Sémillon - Com o corte da Sauvignon Blanc, é a base dos Sauternes e da maioria dos grandes vinhos secos de Graves e Pessac-Léognan. É suscetível ao ataque da Botrytis cinerea, sendo usado na produção de vinhos doces.

Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta /
Associação Trevisani nel Mondo Erechim

25 julho, 2008

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Fonte: La Piave FAINORS Federação Vêneta